Quarta-feira, 04 DE Julho 2012

Portugal é mesmo um país do 8 ou do 80. Não há meio-termo, e para o bem ou para o mal, estamos sempre nos extremos!

Se várias vezes critiquei o nosso futebol por não existirem regras concretas para os empréstimos de jogadores entre clubes e várias vezes ter alertado para alguns abusos que poderiam influenciar a verdade desportiva, como por exemplo:

- Os grandes (mais o Benfica e o Porto) terem dezenas de jogadores emprestados aos outros clubes;

- Alguns clubes receberem meia dúzia de jogadores de um só clube;

- Alguns clubes terem um plantel em que metade dos jogadores são emprestados;

- Os grandes terem mais de 50 jogadores seniores a quem pagam ordenados;

Várias vezes critiquei estas situações e defendi a necessidade de se imporem limites. Cheguei a defender o modelo inglês em que os clubes têm limite ao total de jogadores que podem emprestar, ao total de jogadores que podem receber emprestados e aos jogadores que podem ter emprestados de um só clube.

E eis que este ano, a poucos dias de se começar a pré-época, os dirigentes do nosso futebol tomam a drástica resolução de proibir o empréstimo de jogadores a clubes da mesma divisão e com efeitos imediatos! A poucos dias dos clubes retomarem os trabalhos, esta medida tem um enorme impacto em quase todos os clubes!

Desde logo, os grandes podem ter um problema com o excesso de jogadores, pois os empréstimos em Portugal podem deixar de existir, uma vez que não podem emprestar a nenhum clube da primeira divisão e na segunda divisão já vão ter a competir as equipas B e não fará sentido emprestar jogadores a outros clubes da segunda divisão. Como as divisões inferiores são muito pouco competitivas, apenas poderão emprestar jogadores a clubes estrangeiros. Estes empréstimos são ainda mais complicados, para além da dificuldade de encontrar os clubes certos para os jogadores evoluírem, ainda é necessário que os jogadores se adaptem a novos países e culturas e é mais complicado seguir e acompanhar a evolução de tantos jogadores espalhados geograficamente.

Ainda em pior situação ficarão vários clubes mais pequenos que vivem constantemente das sobras dos grandes para constituírem os seus planteis. Normalmente, precisam de um ou dois jogadores que façam a diferença e que se tornem nas estrelas da equipa, mas também precisam de ter mais dois ou três que completem o onze inicial com qualidade. Como é que alguns clubes completamente falidos irão conseguir formar um plantel minimamente competitivo para a primeira liga?

Outra questão prende-se com os empréstimos que já tinham sido firmados anteriormente e que transitam da época passada (como o Ruben Amorim no Braga) ou que resultaram de acordos de transferência (como Fabiano no Olhanense). Estes empréstimos, são para cumprir ou os jogadores voltam à origem?

Temo que o impacto desta medida radical seja muito prejudicial a grande parte das equipas e que cause sérios problemas à competitividade do nosso campeonato!

publicado por Spaceship às 19:00
Julho 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Contador de Visitas
mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
últ. comentários
....sou benfiquista " desde pequenino", ouvi o rel...
Oferecido de empréstimo ao privadosEstou pronto pa...
Oferecido de empréstimo entre detalheSão detalhe n...
Calabote ter sido erradicado (pois se fosse irradi...
benfica é o lider como a aguea e ...
Este senhor quer tapar o sol com a peneira......ex...
Os portistas Saõ e serao sempre os mesmos m...
Ah caiu o mito porque tu o dizes? Makes sense.
E não vao ficar por aqui... este ano tb ja esta de...
Posts mais comentados
54 comentários
39 comentários
32 comentários
30 comentários
28 comentários
26 comentários
blogs SAPO