Sexta-feira, 25 DE Setembro 2009

Se no inicio do campeonato, por todo o lado se congratulava o facto de os 16 clubes da primeira liga terem todos treinadores portugueses, penso que nos devemos preocupar um pouco com o número de jogadores estrangeiros nesses mesmos clubes.

No total dos planteis destes 16 clubes, existem 439 jogadores, sendo portugueses apenas 46% (203).
À 5ª jornada foram já utilizados 313, sendo que 147 eram portugueses e 167 estrangeiros (47% lusos e 53% estrangeiros).
O FCP lidera com a maior percentagem de estrangeiros utilizados, pois dos 18 jogadores utilizados, 14 eram estrangeiros e só 4 eram portugueses (Bruno Alves, Rolando, Meireles e Varela), logo usou 78% de estrangeiros face a apenas 22% portugueses. No seu plantel, o FCP tem 9 portugueses (36%) e 16 estrangeiros (64%).
Seguem-se Naval com 73% de estrangeiros utilizados (16 em 22), o Braga com 71% (12 em 17) e Nacional com 70% (14 em 20).
Em 5º aparece o Benfica que tendo utilizado 19 jogadores, alinhou com 13 estrangeiros e 6 tugas (Quim, Peixoto, Carlos Martins, Ruben Amorim, Nuno Gomes e Coentrão), ou seja 68% de estrangeiros contra 32% de jogadores nacionais. Em termos de plantel, tem 10 portugueses (36%) e 18 estrangeiros (64%).
Ainda com a maioria dos jogadores estrangeiros, estiveram o Marítimo com 67% (12 em 18), o Leixões com 58% (11 em 19), o Leiria com 55% (11 em 20) e o Paços de Ferreira também com 55% (12 em 22).
Já com os jogadores lusos em maioria, aparece o Setubal que apenas usou 48% de estrangeiros (11 em 23), o Olhanense com 43% (9 em 21), o Belenenses com 39% (7 em 18), o Guimarães com 37% (7 em 19) e o Rio Ave com 33% (6 em 18).
Em penúltimo aparece o SCP com apenas 32% de estrangeiros, pois dos 19 jogadores utilizados, apenas 6 eram estrangeiros (Polga, Pedro Silva, Vuk, Angulo, Matias Fernandez e Caicedo) e 13 eram portugueses (Liedson entra na contabilização como nacional). De salientar que em termos de plantel, os portugueses são 16 (64%) contra apenas 9 (36%) de estrangeiros.
O patriotismo do SCP apenas é batido pela Académica com 30% de estrangeiros, pois 20 jogadores apenas 6 eram estrangeiros.
 
O facto de termos um campeonato em que a maioria dos planteis (mas também a maioria dos jogadores utilizados) é constituído por estrangeiros pode ser preocupante se pensarmos que estes vêm tirar o lugar aos nossos jovens, pois muitos clubes investem nas camadas jovens e todos os anos têm 20/25 juniores que não têm lugar nem na sua própria equipa, nem em outras equipas da primeira liga.
Este facto ainda poderia ser atenuado se os estrangeiros que cá estão fossem todos internacionais nos seus países ou se fossem todos de elevada qualidade (exemplos de Cardozo, Ramires, Beluchi, Cristian Rodriguez, Vuk, Meyong,..), mas não, na grande parte das vezes, temos jogadores de fraca qualidade, mas baratos, principalmente os brasileiros, africanos e da Europa de leste..
Embora ainda não seja dramático, acho que devemos começar a pensar e a analisar cuidadosamente o impacto que tantos estrangeiros podem ter no nosso futuro..
publicado por Spaceship às 19:00
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