Quarta-feira, 17 DE Dezembro 2008

Uma mentira repetida muitas vezes corre o risco de se tornar verdade, mas comigo não.  Já no Trio de Ataque o António Pedro Vasconcelos teve de colocar o Rui Moreira no lugar. Pois bem hoje é a minha vez de vos colocar a vocês no lugar e contar a verdade.

 

 

Ora bem o que realmente aconteceu no jogo com a CUF.

 

Para começar nesse ano o Benfica não ganhou o campeonato. Logo o Calabote não é responsável por nenhum campeonato do Benfica.  Depois o Sr. Calabote  não deu mais de três a quatro minutos de descontos, plenamente justificados pelas constantes perdas de tempo dos jogadores adversários. Basta reler os jornais da época…

 

 

A  grande questão, que dá origem a todos os exageros que hoje se propalam, residiu no facto de o jogo do Benfica ter começado seis minutos mais tarde que as tradicionais 15 horas, então o horário de início de todos os jogos.

A nossa equipa demorou a entrada em campo o mais que pode, de forma a poder vir a beneficiar do conhecimento do resultado em Torres Vedras, facto que levou a que o clube fosse então (justamente) multado.

 

Esses seis minutos juntos com os três a quatro minutos que o árbitro prolongou o jogo para compensar percas de tempo, levou a que o jogo da Luz tivesse terminado apenas mais de dez minutos depois do de Torres Vedras, tempo durante o qual a equipa do FC Porto esperou em pleno campo, para depois festejar a conquista do título. E foi essa longa espera, superior a dez minutos, que deu origem à lenda-Calabote, que tão aproveitada (e distorcida) tem sido ao longo dos tempos.

 

O Benfica não foi em nada beneficiado com essa arbitragem. E o árbitro até teria tido todas as possibilidades de «dar» o título ao Benfica, já que o nosso clube marcou o seu último golo aos 38 minutos da segunda parte e, quando o jogo de Torres Vedras terminou, o Benfica ainda teve cerca de dez minutos (seis regulamentares e mais três a quatro de “descontos”) para marcar aquele que lhe daria o título.

 

O que disseram os jornais folheando os três jornais desportivos da época, nada faria supor que, várias décadas depois, o jogo fosse tão falado.

 

Vejamos o que então se escreveu sobre o tempo de desconto, não sem que, antes, se recorde que, na altura, a missão dos árbitros era bem mais difícil, pois não havia cartões amarelos, o guarda-redes podia passear com a bola na grande área, batendo-a no chão as vezes que entendesse e a demora nos lançamentos da linha lateral não era castigada com lançamento a favor da equipa adversária.

 

Alfredo Farinha, em “A Bola”, foi bem claro: «O recurso sistemático aos pontapés para fora do rectângulo, a demora ostensiva na marcação dos livres e lançamentos de bola lateral, as simulações de lesionamentos, o uso e abuso, enfim, de todos esses vulgarizados meios de “queimar tempo” (…) dificilmente encontram, no caso de ontem, outra justificação se não esta: a Cuf não jogou, exclusivamente, para si mas também para uma outra equipa (a do FC Porto) que estava à margem da luta travada na Luz.» Mais adiante, na apreciação ao trabalho do árbitro, acrescenta Alfredo Farinha: «No que se refere ao prolongamento de quatro minutos, cremos ter deixado, ao longo da crónica, justificação bastante para o critério do sr. Inocêncio Calabote.»

 

No “Mundo Desportivo”, Guilhermino Rodrigues não comungava da mesma opinião, mas até considerou menor o tempo de desconto e acabou por o justificar: «Exagerado o período de três minutos que concedeu além do tempo regulamentar para contrabalançar os momentos gastos em propositada demora pelos cufistas.»

 

No “Record”, em crónica não assinada (um antigo hábito do jornal), uma outra opinião: «Deu quatro minutos (…) pela demora propositada dos jogadores da Cuf – alguns deles foram advertidos – na reposição da bola em jogo. Não compreendemos porque não usou do mesmo critério no final do primeiro tempo, dado que aquelas demoras se começaram a registar desde início.» Esclarecedor… Dois “penalties” indiscutíveis Um só duvidoso.

 

Os jornais foram unânimes em considerar indiscutíveis o primeiro e o terceiro e apenas o segundo deixou dúvidas.

“A Bola”: «Quanto aos “penalties”, não temos dúvida de que o primeiro e o terceiro existiram de facto; dúvidas temos, porém, quanto ao segundo, pois Cavém, ao que se nos afigurou, não foi derrubado por um adversário, antes foi ele próprio que se descontrolou e desequilibrou.»

“Record”: «Regular comportamento no julgamento das faltas. Só não concordamos com a segunda grande penalidade. A falta existiu, na verdade, mas só por ter sido executada fora de tempo merecia livre indirecto.»

“Mundo Desportivo” (a propósito do segundo penalty): «Cavém obstruído quando perseguia a bola dentro da área. A falta só exigia livre indirecto.”

 

Concluimos assim que o caso Calabote não passa de uma lenda. O FCP foi campeão nesse ano, o tempo de desconto justifica-se, e a existir beneficio foi num penalty onde a duvida é a de ser dentro ou fora da área porque falta existiu. Se hoje em dia os arbitros enganam-se nestes lances, o que se dirá há 50 anos. 

[Pic_7991_26[1].jpg]c

 

 

Cai por terra o mito.

 

p.s: Joca aqui tens o comentário ao Calabote

p.s2:  Estou já a imaginar os vosso comentários e conhecer como vos conheço, já sei o conteúdo dos mesmos

 

 

publicado por lmb às 15:38
Agora com mais tempo, aqui fica a resposta...

1 - Fizeste copy/past de um texto que encontraste em qualquer lado e escrito por benfiquistas (vide a expressão "o nosso clube"), logo, para mim o que ali está escrito vale zero...não sei se o que lá está escrito corresponde à verdade.
Já agora, uma vez que fizeste copy/past, agradecia que dissesses qual foi a fonte.
Uma vez que este texto vale o que vale, podia ficar por aqui, mas vou fazer mais algumas considerações...
2 - No texto fala-se do que Alfredo Farinha terá escrito na altura...
Toda a gente sabe que Alfredo Farinha é um milhafrista/gaivotista fanático...facilmente se percebe que tente branquear qualquer situação em que o seu clube tenha sido favorecido. Até gostava de saber o quê que, por exemplo, Rui Cartaxana ou Aurélio Márcio teriam a dizer sobre a arbitragem de Inocêncio Calabote, mas acho que consigo imaginar...
3 - Mesmo que o que as crónicas dos jornais que aparecem no texto fossem verdadeiras, isso não quer dizer nada...se hoje os jornais só vêm vermelho (basta ver que no dia seguinte à vitória do F.C.Porto sobre o Arsenal na Liga dos Campeões e consequente passagem em 1º lugar do grupo, as capas dos jornais falavam na titularidade de moretto num jogo da Taça de Portugal?!), como não seria no tempo do benfica de eusébio...imagino como não seria o branqueamento de tudo o que favorecesse o benfica.
4 - É engraçado como o benfica, que precisava de vencer por vários golos de diferença teve 3 PENÁLTIS a seu favor nesse jogo...é algo de perfeitamente normal...acontece quase todas as jornadas.
5 - Quando se diz no texto que "Para começar nesse ano o Benfica não ganhou o campeonato. Logo o Calabote não é responsável por nenhum campeonato do Benfica", isso não significa que Calabote não tenha tentado que o benfica ganhasse o campeonato.
Toda a gente sabe que o F.C.Porto ganhou o campeonato nesse ano...essa nunca foi a questão. A questão sempre foi que Calabote tentou por todos os meios que o benfica vencesse o seu jogo por números que lhe permitissem vencer o campeonato...felizmente, não o conseguiu e a verdade desportiva prevaleceu.
6 - Para concluir, digo apenas que não deixei de sorrir quando depois de ler o título deste post e o texto FABRICADO por adeptos do clube do milhafre/gaivota que dele consta, li "cai por terra um mito"...
a) não é um mito;
b) um texto copiado de um qualquer espaço de opinião de milhafres/gaivotistas não faz, certamente, cair o que quer que seja.
Da próxima vez que copiares um texto deste género, tenta apagar frases tipo "o nosso clube" para não se perceber que o texto foi FABRICADO por adeptos do teu clube.

Tenho dito
Joca a 18 de Dezembro de 2008 às 15:07

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