Domingo, 22 DE Março 2009

Meus caros,

 

Por coincidência, depois de mais um jogo ontem no estádio carismático do SLB, hoje faz anos o pior e mais triste caso do futebol portugûes. Aqui fica a noticia:

 

"Foi exactamente há 50 anos. Estamos em 22 de Março de 1959. Hoje é conhecido o campeão nacional. São três da tarde e a bola começa a rolar em todos os estádios. Em todos não. Na Luz, o Benfica recebe a CUF e sobe ao relvado dois minutos antes do início do jogo. A estratégia é retardar a partida o máximo possível, de forma a saber o que se passa em Torres Vedras, no Torreense-F. C. porto.

Os dragões estão a um pequeno passo do título: são líderes com os mesmos pontos do que os rivais da Luz, mas com vantagem na diferença de golos. Para ser campeão, o Benfica precisa de marcar mais cinco golos do que aqueles que os portistas marcassem.

No Campo das Covas, já se contam oito minutos de jogo, quando na Luz, Inocêncio João Teixeira Calabote, árbitro internacional de Évora e com passado infeliz nos jogos com o F. C. Porto, faz soar pela primeira vez o apito. A primeira parte corre de feição às águias que chegam ao intervalo a vencer por 4-0, com os dois primeiros golos de penálti, o segundo dos quais considerado inexistente por toda a crítica.

A vantagem era insuficiente, uma vez que os portistas já tinham inaugurado o marcador. Na segunda parte, já depois do golo de honra da CUF, o Benfica não demoraria a dilatar a vantagem com mais dois golos, um deles de penálti. Os encarnados são virtualmente campeões. Festeja-se na Luz, sofre-se nas Covas.

Não por muito tempo. O portista Noé faz o segundo golo e a festa volta a Torres Vedras. Por pouco tempo também. De rajada, os benfiquistas fazem o 7-1, já o guarda-redes Gama, da CUF, tinha sido substituído, a pedido dos colegas, num tarde muito infeliz...

Porém, em cima do minuto 90, Teixeira faz o 3-0 e volta a entregar o título ao F. C. Porto. O jogo termina a seguir, mas não há campeão. Na Luz, ainda faltam jogar oito minutos, mais os quatro de compensação concedidos por Calabote - que ainda expulsou três jogadores da CUF -, quando, na altura, não era normal dar-se mais do que dois. Foram 12 longos minutos de sofrimento em Torres Vedras, enquanto o Benfica desespereva por mais um golo, que não veio a acontecer. A festa mudava-se, de vez, para as Covas.

Poucos dias após o mais dramático epílogo dos campeonatos, Calabote é alvo de inquérito federativo e acusado de ter mentido no relatório, escrevendo que o jogo principiara às 15 horas e terminara às 16.42 horas. O árbitro de defende-se e diz que o seu relógio é que vale. Nada feito. É acusado de corrupção, mas diz que nunca recebeu um tostão. É irradiado uns meses mais tarde.

O livro sobre o "Caso Calabote", da autoria do jornalista João Queiroz, será editado brevemente pela Quidnovi."

Por mais lixivia que tentam passar para disfarçar o que aconteceu, a história está escrita. Livro a comprar..

 

publicado por AR às 16:20
Acho piada quando certos adeptos do clube do milhafre (vocês sabem de quem é que eu estou a falar) tentam branquear esta vergonha...
Joca a 22 de Março de 2009 às 17:49
O meu comentário será este:
"Mas ainda hoje se fala neste campeonato e em Inocêncio Calabote, árbitro que acabou por ser irradiado nesse mesmo ano, em Outubro. E porquê? Porque o jogo Benfica-CUF terminou quase 12 minutos para além da hora normal, o que permitiu —...mas de nada serviu!— aos lisboetas correrem atrás do resultado que mais lhe interessava. Não conseguiram. O Benfica fez a última dúzia de minutos sem marcar um único golo. Mas como acabou o jogo do Benfica 12 minutos depois do jogo do FC Porto? Porque a equipa de Lisboa retardou a entrada em campo e só o fez cerca de oito minutos depois das três da tarde, hora do início dos jogos. Calabote, o árbitro, não podia ir buscar os jogadores ao balneário, e teve de sujeitar-se a um relógio que começou a marcar fora de tempo. Depois, segundo rezam as crónicas, a CUF abusou do queimar tempo, e no final Calabote deu quatro minutos de compensação. Pelo meio ficaram três penalties marcados a favor do Benfica, mas apenas um, segundo os cronistas da altura, deixou dúvidas. Tão simples como isto. Pior seria o resto..."" (In Jornal ABOLA).

Ou seja estão explicados os 12 minutos de diferença entre o fim do jogo do FCP e do Benfica

lmb a 22 de Março de 2009 às 18:03
pelo jornal onde foi tirada a noticia,nao é preciso dizer mais nada,é uma noticoa de encontro á verdade do benfica,para não variar.......lol.......sois uns palhaços.....chamem a policia
paulo a 22 de Março de 2009 às 18:34
Sr Ika,

Como tens a pouca vergonha na cara de ainda tentares branquear esta questão???
Vou t oferecer o livro, pode ser que te calas para sempre. Está aqui bem explicado, no pequeno texto que coloquei. Foram penaltis, expulsões, substituição dos GR a pedido dos companheiros, etc etc. Não há forma de branquear.
Bem sei que estás habituado a estas coisas..ainda recentemente tivemos exemplo...basta irem ao Algarve e logo algo parecido acontece...enfim...
AR a 22 de Março de 2009 às 23:20
Branquear??

Porque razão a versão que vem no livro é a verdadeira, mas a que vem na bola, porque eu tirei isto da ABOLA é mentirosa.

Lê bem o que se escreve.
lmb a 22 de Março de 2009 às 23:52
Calabote.. enfim.. é maior o mito que o homem..
Digam o que disserem, o benfica não ganhou nada graças a esse homem.. ou melhor, ganhou.. e ganhou duas coisas, primeiro obteve uma vitoria volumosa e depois ganhou historia que passados 50 anos ainda faz correr tinta..
Agora o que eu não percebo é porque é que tanta gente anda incomodada com algo que aconteceu à 50 anos e que nenhum de nós viu ou presenciou.. as vitorias do benfica na decada de 60 são passado e nunca interessam para as nossas discussões porque fazem parte da historia longinqua e nada reflectem da realidade e do presente, mas em relação ao sr. calabote já é diferente? Tenham juizo..
Nunca houve nada que provasse que o Benfica ou alguém em seu nome tenha dado o que quer que fosse ao sr. calabote para este beneficiar o benfica.. nem pagamentos, nem "fruta exótica" ou "bombons para dormir", nem sequer telefonemas (embora hoje se saibam que não servem de prova de nada)!
Preocupem-se mas é com os casos reais de arbitros a irem a casa dos presidentes em vésperas de jogos e em departamentos de contabilidade de clubes que "por engano e por lapso" pagam viagens de arbitros ao brasil..
Spaceship a 23 de Março de 2009 às 00:40
Isto é tudo mentira, não houve má intenção da parte benfica..., tal como deixa claro a opurtuna reportagem de a bola.
E o benfica nunca foi beneficiado pela arbritagem, nem há 50 anos, nem contra o braga, nem na final da taça da liga... nego tudo... eu nem sequer estou a escrever neste blogue. blogue qual blogue, este blogue nem existe...
lukas a 26 de Março de 2009 às 13:39

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